Pod Acreditar 01 - A Justiça das Aflições PDF Imprimir E-mail
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Por mais que tentemos compreendr o mundo em que vivemos , este mundo parece  ser muito confuso e cheio de injustiças...

Por que há pessaoas que nascem sadias e outras doentes ? Por que uma nascem agraciadas de beleza  e outras pela fealdade?

Porque há pessoas inteligentes desde o berço  , enquanto outras têm dificuldades em compreender as coisas mais simples?

Porque há tantas desigualdades? Porque  há pessoas  que tudo parece dar errado e para outras tudo parece dar certo?

No podcast de hoje , iniciaremos a pesquisa em busca de respostas  destes  " mistérios"...

 
    Veja Também:

-Raul Teixeira apresenta "Porque Sofremos?"

 

CRÉDITOS 

1-Introdução: Luiz Claudio Barsoteli + Grupo Ame ( Música " Acreditar")

2- Pensamento: Luiz Claudio Barsoteli + Santa Esmeralda ("Don't Let me Be Misunderstood")

3-Correio Fraterno :Luiz Claudio Barsoteli + Stan Getz ("O Pato")

4-Música:A Força do Bem ( Dij/Feees)

5-A Justiça das Aflições ( Claudio Vox )*

6-Música : Aos Pés do Monte ( Tim & Vanessa )

7-Causas Atuais das Aflições ( Claudio Vox )*

8-Música :Paz Pela Paz (Nando Cordel)

9-Causas Anteriores das Aflições(Claudio Vox)*

10-Música: Reencarnação , Questão de Justiça!( André Pirola)

11- Acervo Espírita (www.acervoespirita.com.br)

12-O Que Podem Nos Ensinar as Aflições( Patrícia Souza)**

13-Música:Voa Liberdade (Jessé)

14-Em Todos os Caminhos ( Samuel Chaves)**

15-Música: A Paciência ( Voz e Caridade)

16-Conheça s Rádios Espíritas ( Claudio Vox)

17-A Reencarnação de Caim e Abel (Chico Xavier em " Pinga Fogo")

18-Prece de Cáritas ( Claudio Vox)

19-Final (Claudio Vox e Grupo Ame)

* "O Evangelho Segundo o Espiritismo"

** Equipe Terra Espiritual.Org

AGRADECIMENTOS AOS LOCUTORES...

-Luiz Claudio Barsoteli

-Samuel Chaves

-Claudio Vox

-Patrícia Souza

 

 ALGUNS TEXTOS VEICULADOS NO EPISÓDIO DE HOJE

TERRA ESPIRITUAL...PODCAST 1... A JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES:


No Ar , o “Pod Acreditar” da TerraEspiritual.Org... Filosofia , ciência e  religião...consolo e renovação...música deste e de outro mundo para sua reflexão. Eu sou Luís Claudio Barsoteli e junto com Samuel Chaves, Claudio Vox, Kátia Lobo , Patrícia Sousa , Expedito Brito e você lembraremos doCristo que disse” Bem Aventurados os Aflitos, pois deles é o reino dos céus”

Como disse um provérbio chinês : “Jamais se desespere em meio as sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.”

Correio Fraterno: Sejam Bem vidos ao nosso correio fraterno. Aqui é o cantinho onde trocamos ideias sobre os temas do interesse de vocês ou sobre algo veiculado nos podcasts. Basta escrever para nosso e-mail em Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , .E se seu e-mail foi lido , mandamos para você um presentinho, o livro “Agenda Cristã” do espírito André Luiz , pelo querido médium Chico Xavier.Estaremos aguardando !

Quem manda o e-mail desta vez é o nosso irmão Reinaldo Antunes de Fortaleza, no Ceará. Ele pergunta :”Meus amnigos...como é o sofrimento daqueles que não valorizaram os ensinamentos morais das religiões após amorte?”

Obrigado por seu email , mano Reinaldo...Na hora de nossa morte do corpo físico, a nossa consciência vê passar diante de si em “flashback” instantâneo e muito rápido , todas as cenas da vida material desede o nascimento até o falescimento.Umas cenas serão agradáveis e outras provocarão profunda dor e vergonha.O Cristo nos ensina a viver bem com tudo e com todos ,“enquanto estamos no caminho” da vida material. Encerrada uma etapa física , nada mais podemos fazer para reescrever nossa biografia. Daí a importância do tempo de vida para aprender a amar, compeender, trabalhar, perdoar , renunciar e servir.Do contrário o arrependimento só irá trazer dor.

Nosso Chico Xavier advertia que “a questão mais aflitiva para o espírito no além , é a consciência do tempo perdido”.Nós corremos atrás das ilusões que escravizam e não da verdade que liberta. Esquecemos que somos seres espirituais tendo experiências materiais.E isso não depende de religião ,pois até um atéu de bom coração e ética terá grandes alegrias, enquanto que um crente em Deus,mas vil e corrupto , terá grandes decepções. O amor cobre multidão de pecados e faz toda diferença na hora de nossa morte, ok!Ao longo dos episódios vamos aprofundar sua pergunta.Você vai gostar, pode acreditar!...No próximo bloco continuamos nossa jornada

 

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

                  As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contra-senso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para haver mais mérito. Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir? Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.

                Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições. Ele deve ser todo poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus. E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade. As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa. Eis do que todos devem compenetrar-se. Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-os suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos.

Causas Atuais das Aflições

             As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; fora desta vida.

            Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as conseqüências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!

            Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração! Que de dissensões de disputas funestas, poderiam ser evitadas com mais moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e aleijões são o efeito da intemperança e dos excessos de toda ordem!

            Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração. Mais tarde, colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão. Que todos os que têm o coração ferido pelas vicissitudes e as decepções da vida, interroguem friamente a própria consciência. Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer: “Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa, não estaria nesta situação”.

            A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.

            Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.

            A lei humana alcança certas faltas e as pune. O condenado pode então dizer que sofreu a conseqüência do que praticou. Mas a lei não alcança nem pode alcançar a todas as faltas. Ela castiga especialmente as que causam prejuízos à sociedade, e não as que prejudicam apenas os que as cometem. Mas Deus vê o progresso de todas as criaturas. Eis por que não deixa impune nenhum desvio do caminho reto. Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração à sua lei, que não tenha conseqüências forçosas e inevitáveis, mais ou menos desagradáveis. Donde se segue que, nas pequenas como nas grandes coisas, o homem é sempre punido naquilo em que pecou. Os sofrimentos conseqüentes são então uma advertência de que ele andou mal. Dão-lhe as experiências e o fazem sentir, a diferença entre o bem e o mal, bem como a necessidade de se melhorar, para evitar no futuro o que já foi para ele uma causa de mágoas. Sem isso, ele não teria nenhum motivo para se emendar, e confiante na impunidade, retardaria o seu adiantamento, e portanto a sua felicidade futura.

            Mas a experiência chega, algumas vezes, um pouco tarde; e quando a vida já foi desperdiçada e perturbada, gastas as forças, e o mal é irremediável, então o homem se surpreende a dizer: “Se no começo da vida eu soubesse o que hoje sei, quantas faltas teria evitado; se tivesse de recomeçar, eu me portaria de maneira inteiramente outra; mas já não há mais tempo!” Como o trabalhador preguiçoso que diz: “Perdi o meu dia”, ele também diz: “Perdi a minha vida”. Mas, assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para ele também brilhará o sol de uma vida nova, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e pôr em execução suas boas resoluções para o futuro.

 

Causas Anteriores das Aflições

Mas se há males, nesta vida, de que o homem é a própria causa, há também outros que, pelo menos em aparência, são estranhos à sua vontade e parecem golpeá-lo por fatalidade. Assim, por exemplo, a perda de entes queridos e dos que sustentam a família. Assim também os acidentes que nenhuma previdência pode evitar; os revezes da fortuna, que frustram todas as medidas de prudência; os flagelos naturais; e ainda as doenças de nascença, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes a possibilidade de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiota, a imbecilidade etc.       

            Os que nascem nessas condições, nada fizeram, seguramente, nesta vida, para merecer uma sorte triste, sem possibilidade de compensação, e que eles não puderam evitar, sendo impotentes para modificá-las e ficando à mercê da comiseração pública. Por que, pois, esses seres tão desgraçados, enquanto ao seu lado, sob o mesmo teto e na mesma família, outros se apresentam favorecidos em todos os sentidos?

            Que dizer, por fim, das crianças que morrem em tenra idade e só conheceram da vida o sofrimento? Problemas, todos esses, que nenhuma filosofia resolveu até agora, anomalias que nenhuma religião pode justificar, e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, segundo a hipótese da criação da alma ao mesmo tempo em que o corpo, e da fixação irrevogável da sua sorte após a permanência de alguns instantes na Terra. Que fizeram elas, essas almas que acabam de sair das mãos do Criador, para sofrerem tantas misérias no mundo, e receberem, no futuro, uma recompensa ou uma punição qualquer, se não puderam seguir nem o bem nem o mal?

            Entretanto, em virtude do axioma de que todo efeito tem uma causa, essas misérias são efeitos que devem ter a sua causa, e desde que se admita a existência de um Deus justo, essa causa deve ser justa. Ora a causa sendo sempre anterior ao efeito, e desde que não se encontra na vida atual, é que pertence a uma existência precedente. Por outro lado, Deus não podendo punir pelo bem o que se fez, nem pelo mal que não se fez, se somos punidos, é que fizemos o mal. E se não fizemos o mal nesta vida, é que o fizemos em outra. Esta é uma alternativa a que não podemos escapar, e na qual a lógica nos diz de que lado está à justiça de Deus.

            O homem não é, portanto, punido sempre, ou completamente punido, na sua existência presente, mas jamais escapa às conseqüências de suas faltas. A prosperidade do mau é apenas momentânea, e se ele não expia hoje, expiará amanhã, pois aquele que sofre está sendo submetido à expiação do seu próprio passado. A desgraça que, à primeira vista, parece imerecida, tem portanto a sua razão de ser, e aquele que sofre pode sempre dizer: “Perdoai-me, Senhor, porque eu pequei”.

          Os sofrimentos produzidos por causas anteriores são sempre, como os decorrentes de causas atuais, uma conseqüência natural da própria falta cometida. Quer dizer que, em virtude de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre aquilo que fez os outros sofrerem. Se ele foi duro e desumano, poderá ser, por sua vez, tratado com dureza e desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer numa condição humilhante; se foi avarento, egoísta, ou se empregou mal a sua fortuna, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer com os próprios filhos; e assim por diante.

            É dessa maneira que se explicam, pela pluralidade das existências e pelo destino da Terra, como mundo expiatório que é, as anomalias da distribuição da felicidade e da desgraça, entre os bons e os maus neste mundo. Essa anomalia é apenas aparente, porque só encaramos o problema em relação à vida presente; mas quando nos elevamos, pelo pensamento, de maneira a abranger uma série de existências, compreendemos que a cada um é dado o que merece, sem prejuízo do que lhe cabe no Mundo dos Espíritos, e que a justiça de Deus nunca falha.

            O homem não deve esquecer-se jamais de que está num mundo inferior, onde só é retido pelas suas imperfeições. A cada vicissitude, deve lembrar que,se estivesse num mundo mais avançado, não teria de sofrê-la, e que dele depende não voltar a este mundo, desde que trabalhe para se melhorar.

             As tribulações da vida podem ser impostas aos Espíritos endurecidos, ou demasiado ignorantes para fazerem uma escolha consciente, mas são livremente escolhidos e aceitas pelos Espíritos arrependidos, que querem reparar o mal que fizeram e tentar fazer melhor. Assim é aquele que, tendo feito mal a sua tarefa, pede para recomeçá-la, a fim de não perder as vantagens do seu trabalho. Essas tribulações, portanto, são ao mesmo tempo expiações do passado, que castigam, e provas para o futuro, que preparam. Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede aos homens a faculdade da reparação, e não o condena irremediavelmente pela primeira falta.

       Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento por que se passa neste mundo seja necessariamente o indício de uma determinada falta; trata-se freqüentemente de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa ser provado. Um Espírito pode, portanto, ter conquistado um certo grau de elevação, mas querendo avançar mais, solicita uma missão, uma tarefa, pela qual será tanto mais recompensado, se sair vitorioso quanto mais penosa tiver sido a sua luta. Esses são, mais especialmente, os casos das pessoas de tendência naturalmente boas, de alma elevada, de sentimentos nobres inatos, que parecem nada trazer de mal de sua precedente existência, e que sofrem com resignação cristã as maiores dores, pedindo forças a Deus para suportá-las sem reclamar. Podem-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam reclamações e levam à revolta contra Deus.

            O sofrimento que não provoca murmurações pode ser, sem dúvida, uma expiação, mas indica que foi antes escolhido voluntariamente do que imposto; é a prova de uma firme resolução, o que constitui sinal de progresso.

          Os Espíritos não podem aspirar à perfeita felicidade enquanto não estão puros; toda  mancha lhes impede a entrada nos mundos felizes. Assim acontece com os passageiros de um navio tomado pela peste, aos quais fica impedida a entrada numa cidade, até que estejam purificados. É nas diversas existências corpóreas que os Espíritos se livram, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provas da vida fazem progredir, quando bem suportadas; como expiações, apagam as faltas e purificam; são o remédio que limpa a ferida e cura o doente, e quanto mais grave o mal, mais enérgico deve ser o remédio. Aquele, portanto, que muito sofre, deve dizer que tinha muito a expiar  e alegrar-se de ser curado logo. Dele depende, por meio da resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não perder os seus resultados por causa de reclamações, sem o que teria de recomeçar.

O QUE PODEM NOS ENSINAR AS AFLIÇÕES?

 

Todos nós , crianças ,jovens , adultos ou idosos , passamos ou passaremos por aflições as mais diversas. Estar aflito , tanto pode ser o brinquedo que se quebrou, o namoro que terminou , a separação que aconteceu , o esforço que se empreendeu , a doença que escravizou ,a casa que ruiu ou so sonho que se acabou. Mas a lista é interminável...

 

Contudo , na raíz de todos os problemas está a nossa ignorância , indiferença ou omissão em conhecer e reconhecer as causas de todos os sofrimentos. Por nos apegarmos às ilusões e termos milhares de desejos que se alternam em nossa mente, pensamos infantilmente em sonhos de fadas , onde caia do céu , embrulhado para presente todos os nossos desejos.

 

Como avestruz, nos nos escondemos de ter que enfrentar a realidade de que somos bilhões de pessoas com objetivos e desejos diferentes e às vezes conflitantes. Às vezes temos que disputar com outras pessoas por um lugr ao sol...mesmo que isso custe a nossa paz de espírito e tranquilidade. Somos tão ignorantes que nos escravizamos ao que não gostamos , apenas para satisfazer nosso ego ou vaidade. Queremos o prazer e fugimos da dor...mas não temos a maturidade de assumir responsabilidades ou disciplinas libertadoras...

 

Nos afligimos , porque apenas concebemos que somos um corpo que nasce com prazo de validade determinada. Não queremos saber que há no vaso de barro corporal , um sopro divino que precisa e necessita descobrir a arte de viver e de conviver.Queremos só receber ...nunca ceder nem compartilhar .Na realidade , parasitamos a existência.

 

Quando tivermos a curiosidade de investigar a verdade e mergulhar na pesquisa do que seja a vida e a morte ( cara e coroa da mesma moeda) , perceberemos que nossa vida é marcada por sofrimento e dores nascidas da nossa ignorância, infantilidade e omissão. A vida não é uma festa...é uma viagem de autoconhecimento e de conhecimento e reconhecimento dos outros.

 

Não importa o sistema político , se há paz ou guerras lá fora. Ninguém ou nada pode me tirar a paz de espírito a não ser que eu permita...

 

A mensagem da Doutrina Espírita é a mesma do Cristo Jesus..." Conhecerás a Verdade e Ela vos Fará Livres"...e a verdade começa pelo autoconhecimento.

-Quem sou eu , que faço aqui , de onde vim e para onde vou?

 

Você é nosso convidado a refletir , meditar, ler , pesquisar, questionar...não aceitar nada por dogma de fé.

 

Ao descobrir dentro do seu coração a verdade que liberta, as aflições e sofrimentos serão consolados , pois serão esclarescidos e as sobras perderão seu falso poder.

 

Ao encontrar dentro de sua mente pacificada o caminho de volta à casa do Pai celestial,você encontrará a harmonia , que não depende da atenção dos outros e nem tão pouco dos cenários harmoniosos exteriores.

 

Você , com o tempo não encontrará a paz...você será a paz...e assim , se transformará num instrumento de paz.! Para este milagre tornar-se real , basta que você queira e inicie !

 

Paz Profunda!

EM TODOS OS CAMINHOS

 

Seja qual seja a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos.Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.

 

O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.

 

Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.

 

Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessitada de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.

 

Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor nos reservatórios da natureza e compreenderás que ninguém vive só.

 

Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.

 

COMENTÁRIOS: O Cristo Jesus nos advertia que na vida teríamos várias aflições, mas aqueles que permanecessem no bem triunfariam no final.

 

O sucesso decorreria do entendimento de que este mundo terreno não é um balneário, um parque de diversões ou um acampamento juvenil. É um cenário de evolução espiritual onde diferentes pessoas com diferentes temperamentos e valores são colocadas juntas e aprender o verdadeiro sentido da palavra amor e fraternidade pela arte da boa convivência e respeito às diferenças.

 

Através do entendimento da reencarnação e das leis de " causa e efeito" , aprenderemos que ninguém sofre impunemente ou injustamente. Não existe acaso no Universo e o amoroso Pai Celeste não tem bipolaridade de um dia acordar bem humorado e em outro dia aordar soltando raios e trovões. Tão pouco tem seus “ queridinhos “ ou “preferidos”, abençoando com a inteligência a um e com a oligofrenia a outro, com a riqueza a um ou a miséria a outro. Pelo Cristo Jesus aprendemos que o homem é opressor do homem e que o mal que há na terra procede de nossas mentes hipócritas e de nosso coração ignorante.

 

Sendo Deus a causa primária de todas as coisas, sendo perfeito, bondoso, soberanamente justo não poderia ser a fonte do caos...mas sim da harmonia. Mas como nos presenteou com a graça do livre arbítrio , somos nós , imperfeitas criaturas as causas secundárias de tudo mais que existe no planeta...das coisas boas e das coisas más. Nos cabe apenas perceber esta simples verdade, já divulgada no mundo antigo e repetida até em filmes de hollywood: “com grandes poderes , vêem grandes responsabilidades”

 

Aprenderemos , de uma forma amorosa ou pela dor , que colhemos obrigatoriamente hoje, a semeadura voluntária do ontem. Nós não nos interessamos pelos assuntos celestiais, os verdadeiros, e sim pelas pérolas falsas do mundo material.Por isso não entendemos que nós somos os filhos rebeldes que pedimos para sair do aconchego da casa do Pai Celeste e viver na malandragem do mundo das formas e ilusões .

 

Graças à nossa rebeldia dilapidamos o tesouro das oportuidades de crescimento e criamos inimigos e promovemos sofrimentos em lares e vidas alheias.

Por que não nos reconciliamos com nossos adversários enquanto estávamos no mesmo caminho, vivemos atormentados por nossos fantasmas de remorsos e culpas inconscientes...só sairemos destes labirintos de aflições quando pagarmos o último centavo , isto é , demonstrarmos que aprendemos o que significa viver com discernimento e sabedoria.

 

Por isso , confiemos em Deus e busquemos as virtudes e os sábios como companheiros , para que a sabedoria nos abençoe os caminhos e decisões , e consigamos resgatar os irmãos que no passado precipitamos no erro. A felicidade está ao alcance de nosso livre arbítrio...

 

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"A FLECHA ENVENENADA E A BUSCA PELA VERDADE"

Suponhamos um homem trespassado por uma flecha envenenada e que seus parentes e amigos tenham resolvido chamar um cirurgião para retirar a seta e pensar a ferida.

 

Mas o homem ferido objetou, dizendo : "Esperem um pouco. Antes que retirem a flecha, quero saber quem a atirou. Foi um homem ou uma mulher? Foi algum nobre ou um camponês? De que era feito o arco ? O arco que atirou a flecha era grande ou pequeno? De que era feita a corda do arco? Era ela feita de fibra ou de tripa? A seta era de rota ou de junco? Que tipo de penas eram usadas? Antes que extraiam a seta, quero saber tudo a respeito dessas coisas. "

 

Assim, que poderá acontecer ao homem ferido ?

 

Antes que todas essas informações possam ser obtidas, seguramente, o veneno terá tempo de circular em todo o sistema e o homem poderá morrer. A primeira providência a ser tomada é retirar a flecha, para que seu veneno não se espalhe.

 

OBS: É importante buscar explicações para a vida e para a morte...mas é mais importante compreender o que fazer com o conhecimento e sabedoria hauridos durante a existência...

 

 

 

 

 
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