26- Bem Aventurados Os Mansos PDF Imprimir E-mail
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Introdução-Luiz Claudio Barsoteli

Narração: -Samuel Chaves

Música Incidental: Jesus , Joy of Man's Desire (Paulinho Nogueira)

 

                                  O EVANGELHO DE JESUS – Episódio 26 –“Bem Aventurados os Mansos”                                                                

(baseado no Evangelho de Jesus segundo Mateus ,Cap 5:1-5)

 

E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte,e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos ;E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
 

COMENTÁRIOS :Continuamos no aprazível cenário ao pé do monte , onde o amado mestre Jesus se encontra com  multidões vindo de todo os lugares , ao saber que ele se encontrava ali , naquele altar erguido pela Natureza,  bem perto de Carfanaum. O doce rabib , que tinha descido com seus diverso discípulos após uma  proveitosa noite de vigilância e oração , onde escolhera doze representantes de sua mensagem.

 

Agora se encontrava diante de um povo  com diversas capacidades de apreensão  da sua mensagem. Ele, agora respeitado como um profeta , semelhante a Moisés descia do monte , não mas com tábuas da Lei da Torá no braços, mas com o “ evangelho do Reio de Deus” no coração ,e iria compartilhar com cada homem e mulher de boa vontade , disposto realmente a ser consolado para poder consolar seus irmãos de jornada terrena.Ficaria claro , naquela manhã , que Ele não veio ao mundo dos homens para  instaurar  mudanças  de ordem sócio-econômicas  ou conclamar para  ideologias políticas...Ele viera pra que todos despertassem do sono letárgico que a ignorância vinha impondo , e que acordados e despertos, se comportassem como  vivos de vida plena e não como mortos que enterram outros mortos.

 

Logo de início, fica evidente que as bem-aventuranças são propostas não para tolos vaidosos e arrogantes , trajados de sucesso profano e mundano ou  maquilados de intelectualidade . São conclamados aqueles  cujas virtudes espirituais foram conquistadas e abençoadas pelo tempo de vários e sucessivos renascimentos , que sedimentaram experiências vividas em aprendizado e sabedoria ,e que , logo , fazem diferença  em qualquer época da humanidade.

 

Aos desapegados e buscadores da verdadeira sabedoriase junta agora os mansos ...aqueles que estão há mais tempo dedicados à auto-realização.Por já sentir e saber que qualquer sentimento de raiva, ira ou manifestação de violência são destoantes da realidade espiritual, os mansos não se identificam mais com  negatividades  físicas, mentais ou verbais. Fracos, tíbios e ignorantes recorrem a meios de opressão, violência , maledicência, inveja  intriga ,oposição gratuita , astúcia e competição. Nos mansos ,a razão ocupa o trono do medo que gera ações intempestivas e  não refletidas.

 

A mansidão não se desenvolve a partir do intelecto, nem tão pouco de leitura de livros ,conversas ou citações de mantras, ladainhas ,teatralizações e rezas decoradas. Tão pouco é fruto de condicionamentos ,auto-adestramento ,auto-hipnose , encenação ,aparências exteriores ou “faz-de-conta”. A mansidão nasce da reflexão profunda de sua própria natureza e da observação atenta dos estéreis frutos da rebeldia, inveja,competição,violência ,astúcia, sagacidade ,corrupção (ainda que socialmente aceita) ,mentiras,exploração “et cetera”.

 

Aqueles que se encontravam “no sermão do monte”,aos pés do mestre  Jesus , eram em sua maioria homens e mulheres de boa vontade .Para aqueles que estavam indecisos sobre trocar o objetivo mundo dos sentidos pela satisfação espiritual e emocional  plena da alma ,aqueles eram momentos cruciais ....havia um sentimento de angustia , pois a alma reconhecia como verdades aquelas palavras de vida eterna, porém o cotidiano competitivo e a luta pelo sobreviver convidava a disputas infindáveis e injustificáveis bem como ao uso de máscaras de falsidade e maquilagem social para  bem  conviver e sobreviver na escada da vida , tirando proveito das situações quando estas se apresentassem.

 

A maioria dos seres sensíveis e responsivos às palavras do mestre amado  sabiam que pouco poderiam fazer para mudar o estado de coisas e dos interesses deste pobre mundo ,que se afogava  em desfrutar das sensações, prazeres , aparências, posições e troca de favores. Homens e mulheres  de todas as classes sociais fugiam  desesperadamente do sofrimento cotidiano , de suas responsabilidades , de seus afazeres  ao mesmo tempo em que perseguiam  as sensações anestesiantes de prazer e bem estar , ainda que fosse às custas do sofrimento alheio. Não era importante a verdade, a ética e  a justiça , era apenas justificável, segundo as convenções  , o “ salve-se que puder”. Porém para os discípulos do Cristo , a verdade era bem maior que o labirinto de aflições exteriores , e o Reino dos Céus já se fazia presente a partir do seu aroma floral de justiça  , sabedoria e misericórdia   , comprovadas na presença física do amado mestre Jesus.

 

Os verdadeiros mansos , segundo o dizer do  Cristo Jesus , são aqueles que aprenderam  que  tais ações geram consequências ,e que portanto ações violentas , ainda que bem intencionadas para  instalar a paz, só produzirão consequências violentas  imprevisíveis. Somente  o uso da razão  baseada no equilíbrio planejado e bem elaborado pode reestabelecer a ordem natural das coisas. O mundo desejava o poder, a aparência e a opressão... não iria ser convencido por belas palavras argumentativas... seria , todavia , arrastado pela demonstração de exemplos vivos de fé e confiança nas leis de Deus. Quantos exemplos fracassaram ao tentar impor a paz e ordem pela violência? Da violência não nasce a paz...a paz nasce do amor consciente ,paciente e persistente.

 

A mansidão não se improvisa...Ela é construída de momento a momento , a partir de autoanálise ,autorreflexão ,observação e ponderação. Assim como num laboratório, o cientista  calcula cada gesto e movimento ao observar as ações e reações  dos elementos , os sinceros estudantes e buscadores da verdade observam em si mesmos  seus pensamentos, seus sentimentos, suas reais motivações e as consequências positivas e negativas de cada gesto...depurando e separando as impurezas contaminantes da vaidade e egoísmo, do nobre resultado que é a química da paz profunda: a sabedoria.

 

Diferente do conhecimento intelectual e racional frio , a “sabedoria” pondera em todos os elementos da complicada equação do viver e do conviver, analisando as múltiplas variáveis , a fim de não gerar sofrimento pelas Leis de Deus e consequente sofrimento para si ou para os outros. Esta alteridade , este compromisso em auxiliar os outros menos afortunados pela sagacidade espiritual, pela maturidade emocional e  infantilizados pelos apegos às aparências transitórias dos fugazes prazeres , é responsável por uma serena e paciente conduta no ver, falar, julgar, agir e esperar.

Não tem como objetivo competir com ninguém , e sim auxiliar  a todos quanto puder ; não deseja a queda do pecador e sim o seu esclarecimento que o faça reconsiderar a jornada e assim , poder ser resgatado; não deseja  uma justiça em forma de vingança punitiva  e sim  uma transformação pela conscientização; não espera pela boa vontade alheia, mas inicia em si mesmo o movimento  fraterno de generosidade incondicional , por reconhecer que os extraviados , no momento certo, despertarão do pesadelo que construíram para si mesmos ( ainda que este pesadelo tenha aparência agradável , como armadilha para incautos).

A sabedoria que patrocina a mansidão é cultivada no lodo das dificuldades , onde amadurece o olhar da compaixão e da caridade. Vários renascimentos  são necessários para deixar impresso no subconsciente a trilha que conduz à estrada de volta à “Casa do Pai”. Lá , os mansos , abençoados pela paciente sabedoria , herdarão os altos postos de “ pastores condutores das ovelhas desgarradas” , pois suas palavras , mais do que autoridade , exalarão amor, compaixão, alegria e equanimidade. Como  um pai de muitos filhos , o amor, a misericórdia e a justiça serão distribuídas equanimemente ,segundo a maturidade e responsabilidade de cada um. Por isso , por possuírem as qualidades mínimas de liderança , poderão espelhar o reflexo da imagem do amor e serviço do mestre amado para os homerns , esquecendo-se de suas personalidades individuais e m favor do coletivo bem comum...

Será que  estamos a investir  em nossa melhoria espiritual, desenvolvendo a tranquila e justa mansidão ...ou ainda somos impulsivos em julgar e agir precipitadamente gerando mais desordem onde a paz se faz mais necessária?

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